O toque era suave bem como firme.

Os dedos passeavam levemente sobre a cabeça e os cabelos iam se entrelaçando no vai e vem dos dedos naquele carinho singular.

E como era quente.

A mão carregava aquele tipo de calor confortável de debaixo das cobertas em uma manhã de inverno, seria um grave pecado pedir para parar.

O coração parecia em duvida.

Ora batia rapidamente dentro do corpo que passava a respirar ofegante, ora se acalmava e a respiração passava a ser profunda e carregada.

Naquela união não cabia mais nada.

O braço que mantinha o abraço, vez ou outra passeava por entre as costas, oferecendo um cardápio com todos os tipos de desejos.

Ou apenas conforto.

Mas era a pélvis que praticamente indicava que bastava escolher para levar.

Seria necessário apenas se mover um centímetro para começar algo a mais ou acabar com todo o momento.

Os olhos e a boca eram um conjunto de respeito e espera, demonstrando que aceitariam como aquilo terminaria.

A intenção ali não era de segunda classe.

Era pura.

E poderia deixar de ser.

Era carinho.

Do que serve para acolher uma alma cansada.

Ou para causar um incêndio.

Era para confortar.

Ou ofegar.

 

 

E era apenas um cafuné.

(Visited 19 times, 1 visits today)