Katie II

– O que você esta fazendo ai fora? Vem pra cabana.

– Só estava olhando as estrelas e pensando. A gente quase não tem essa visão da cidade não é?

– E no que você estava pensando?

– Em lendas sobre estrelas, histórias antigas ou em alguma outra que eu possa criado e já nem sei quais são as de verdade.

– Isso é bem capaz, não é?

– Com certeza. Vem cá, se ajeita um pouco comigo, o fogo não está forte.

– Você vai ter que me contar uma dessas lendas então.

– Tem uma que eu gosto e tem alguma coisa com a sua cor favorita.

– Estou ouvindo.

– Bom, é uma história bem simples. Ela conta que, cada um de nós é meio que protegido por algumas estrelas e que elas acompanham a gente na vida. Elas estarão lá para ver nossos melhores dias, nossos piores momentos; sempre vão brilhar pra pessoa. Sempre estarão brilhando, seja pra iluminar o caminho quanto para segurar nossas dores quando precisamos que elas saiam de uma única vez. Dizem que são essas estrelas que vão nos lembrar do quanto crescemos e fizemos de bom na vida, do quanto crescemos, construímos e principalmente o quanto de amor nós vivemos, sentimos pra valer e espalhamos por ai. Elas não se importam com o tempo que levamos para entender, nem com os obstáculos que temos que passar, nem se precisamos atravessar o mundo para nos encontrarmos ou se precisamos de um solavanco pra acordar e ir em frente mesmo quando o cansaço é sentido nos ossos. Elas apenas estão ai, brilhando pra você, te inspirando, protegendo, dando fôlego e calmaria; só pedem para você parar e olhar. Que elas sempre estarão brilhando pra você. Não tem uma estrela sua que não vá brilhar para você.

– É bonitinho. Você acredita nisso?

– Assim como eu ainda sinto borboletas no meu estômago. Na verdade, é por isso que eu sempre peço para você olhar as estrelas naqueles dias ruins. Eu gosto de acreditar que as estrelas estarão brilhando pra você, Katie, pra tudo o que você faz e que elas vão te proteger para sempre. Isso me conforta de algum modo.

– E se nada disso for verdade?

– Bom, ai a gente faz do nosso jeito. Afinal, eu literalmente atravessei um oceano pra ficar aqui com você, não? E agora posso sentir sua pele, seu cheiro…

– Reclamar do meu jeito.

– Eu faço isso por que é divertido.

– E eu finjo que acredito. Mas, ainda não entendi aonde entra minha cor favorita nessa história.

– É que as estrelas de uma pessoa tem um nome. E as nossas tem o mesmo nome.

– Que seria?

– Yellow.

– Hum… Agora eu gostei dessa história.

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