Sobre Amor e outras drogas

Novos Universos

Às vezes parece que tudo está escuro

Quieto e barulhento demais, ao mesmo tempo

Como antes da vida surgir

 

Às vezes, parece que tudo está longe

Tanto quanto outro planeta ou galáxia

 

Às vezes passa num brilho rápido

Como um cometa

Ou estrela cadente que perdemos o pedido

 

Às vezes, o brilho permanece por noites inteiras

Como uma grande e bela lua cheia

Acompanhada de estrelas reluzentes

 

Às vezes os mundos colidem

Como numa dança atrapalhada e divertida

Trazendo a liberdade que só a simplicidade possui

 

Às vezes, é uma dança serena e lenta

Para que qualquer ferida cicatrize

E ensine o que precisa ser aprendido

 

Algumas vezes, é como se suspirasse uma benção antiga

Dando um fôlego a mais

Dobrando a aposta certeira

Tirando do caminho a que não vale

 

Vez ou outra

É num riso solitário e gargalhado

Que a ficha cai

A roleta para

E você ganha

 

E quase sempre, as nuvens têm formas diferentes

A neblina é dissipada

O caminho te convida a pintar a estrada da cor que você quiser

E você sorri, feliz

 

E em todas às vezes, nada contrário importa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Daqui de fora, do mundo invisível, é fácil ver:

Ela gosta de se deitar no telhado para ver as estrelas

A luz das estrelas alimenta a luz que está dentro dela, fazendo-a brilhar

Quando isso acontece, é como se um novo Universo surgisse

Para o melhor que está muito perto de vir


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