O Quanto Cabe Em Um Ano?

E lá se foi mais um ano. Lá se foram outros doze meses, aproximadamente 8760 horas e eu tenho apenas uma pergunta para você: O quanto você cresceu?

 

Em outras palavras, se esse período fosse uma caixa, o quanto coube em seu ano?

 

Vem comigo que te ajudo a descobrir.

 

Eu gostaria de saber, na real, quantos sorrisos você deu. Não aqueles automáticos de quando se recebe a comida do fast-food ou de quando alguém te dá licença para passar no corredor do metrô lotado, durante o horário de pico. Mas sim, saber dos sorrisos sinceros, do tipo que você sente os músculos do rosto se contraindo e sente uma fagulha se acendendo no peito.

Quantos sorrisos verdadeiros e iluminados você deu?

E quantos outros, isso gerou?

 

E quantas vezes nesses últimos (quase) 365 dias, você riu até perder o ar, até chorar sem conseguir recuperar fôlego ou barriga doer?

Quantas vezes, você chorou de rir?

 

E quais foram as noites, onde as lágrimas se confundiram com o apagar do sono? Quais foram os dias em que tudo pareceu desmoronar e sua alma pesou?

Quantas horas, esses dias difíceis tiveram?

E quanto tempo levou para se recuperar, ao menos um pouco?

E quais as decisões difíceis de tomar, resultaram em paz?

 

Eu gostaria de contar, quantas vezes seus olhos se arregalaram sem você perceber. Seja porquê algo chamou sua atenção, porquê descobriu um novo sabor, porquê um abraço te confortou mais do que você poderia imaginar. Por que você redescobriu como as coisas podem ser simples e belas, como o sorriso de um bebê.

 

Quantos bebês você segurou no colo e o quanto isso mexeu contigo?

 

Quantas vezes, a vida precisou te chacoalhar?

 

Quantas vezes seu coração bateu mais forte, por uma mensagem amorosa, por um beijo ou por uma noite intensa de troca?

Quantas vezes, as tentações arrepiaram sua nuca?

 

Das últimas 8760 horas, quantas foram as gastas com seu hobbie? O quanto seu hobbie foi seu salva-vidas?

 

Eu quero saber quantas vezes sua perna tremeu, pela ansiedade da espera? Quantas vezes, mordeu seu lábio inferior? Quantas vezes os pelos do braço se ergueram?

 

Quantos desejos houveram nesse ciclo?

 

E quantas vezes um palavrão bem falado, aliviou o stress?

 

Quais foram os livros lidos, os filmes assistidos, os jogos jogados, as músicas prediletas ouvidas até a exaustão, os talentos (re)descobertos, aquele item de cozinha que você sempre quis?

 

Me conte, se descobriu novos sabores. Se esteve aberto para novas aventuras e experiências.

E quantas vezes saiu da zona de conforto para buscar um sonho.

 

O que de novo, você agora, está oferecendo ao mundo?

 

Quantas vezes você se libertou de você, foi seguro pelas mãos da alegria e se divertiu verdadeiramente, sem lembrar do trânsito, dos boletos, dos problemas do mundo.

 

Quantas vezes, você simplesmente agradeceu pela vida, rebolou até o chão e simplesmente se permitiu viver o momento?

Quais os momentos, em que radicalizou?

 

Em quais shows você foi? Quais idiomas aprendeu, quantas novas amizades encontrou e em quantas capivaras quis montar?

 

Quais foram seus conceitos que já não fazem mais parte de você e o quanto de pré-conceitos ainda habita em você?

 

Quantas viagens, mesmo que apenas mentais, você planejou?

Quantas delas, aconteceram? E quantas ajudaram a te modificar.

 

Quantas vezes você se surpreendeu com você mesmo, descobriu mais sobre você e aprendeu a dar o braço a torcer?

 

Você é capaz de, verdadeiramente, verificar se está mais próximo da pessoa que sempre desejou ser? Se sim, me diga qual lado da força habita em você, se você realmente é bom, na alma, apenas por ser.

Não por marketing.

 

Me conte, em segredo, se essa a imagem que os outros é a sua real imagem.

 

E se você se enxerga como realmente é. E pode reparar como sua individualidade é única, bela e incrível.

 

Sem padrões.

Sem normas sociais.

Apenas o que se é.

 

Quantos amigos você incentivou e apoiou?

E quantas vezes você se doou para, apenas, ouvir alguém? E quantas vezes, sem você saber, isso salvou alguém.

 

Quantos sorrisos você causou, quão bom foi seu trabalho e quais as marcas que você tem deixado?

E para onde suas pegadas estão levando quem te segue?

 

O quanto de foco, você colocou nas coisas boas da vida? Se a dor vier, deixe que passe. E a esqueça, fique com seus ensinamentos e nada mais. Viva.

 

Quantas almas, você foi capaz de tocar e ajudar?

 

E para onde sua bússola tem apontado?

 

Repare nas coisas boas, nas coisas que acenderam sua alma, que pulsaram em você. É possível ver a beleza em um dia chuvoso, basta querer.

 

Repare que a vida retribui com aquilo que você a oferece. Se não está gostando, pare e veja suas ofertas.

 

Vire as velas da sua alma para o bem, espalhe o que há de melhor em você, o mundo precisa de boas histórias.

Se por acaso, perceber que está expondo muito de si mesmo, tenha certeza que este é o caminho certo e faça sua arte.

 

Seja o que for. Seja onde for.

 

Deixe que o mundo seja mais interessante por você existir.

 

Desta forma, será que depois de mais outros doze meses, você consegue me contar, o quanto cabe em um ano?

 

PS 1: Meu bem, qual foi seu momento favorito?

PS 2: O quanto você se aproximou do amor?

PS 3: Está esperando o que? Brilhe!

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